terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Que o medo nunca te paralise

Um dos maiores riscos da vida é o medo de viver. Não digo que tenho medo de viver, mas talvez tenha de errar e esqueço que erros são aprendizados.
Quem nunca deixou de fazer algo com medo de errar, com medo de não dar certo?
Inteligentes mesmo são os ousados, os que arriscam, pois no dia em que nascemos já estamos correndo inúmeros riscos. Viver é um risco. Se privar das coisas e se esconder do mundo é um risco maior ainda, pois o tempo por mais demorado que pareça é curto e um dia você pode olhar pra trás e dizer "Puxa.. Eu não vivi". E seria uma tragédia se isso acontecesse.
Medo. Existem dois tipos de medo, um é o medo instintivo - biológico - e o outro é o medo cultural. O primeiro é necessário, causa uma descarga de adrenalina que te prepara para enfrentar determinadas situações ou para uma fuga. Por exemplo: Estou sozinha em casa e vejo um sujeito pulando o muro, 'aaah' - um grande frio na barriga, medo - o coração vai na boca, mas em 5 segundo você engole e o manda para o peito novamente se preparando para enfrentar ou para fugir, o que for mais lícito. Quando o sujeito entra na sua casa acreditando estar vazia, lá está você com uma panela super pesada e dura pra dar o bote, e TUUUUM na cabeça dele. Ou, fuja pelos fundos e chame os tiras! Mas nunca fique parado por medo.
O medo cultural é a pressão que a sociedade põem em cima de você. Os japoneses, por exemplo, são muito pressionados para serem os melhores, tem toda uma questão cultural que gera um grande índice de suicídio entre os adolescentes. Eles têm medo do fracasso - mas o que é o fracasso? Não ser reconhecido? E por quem? - não passou no vestibular? É um fracassado e não serve pra nada, TCHUM e lá vai mais um japonesinho pro precipício.
Medo cultural é medo do ridículo - "Ai meu Deus por favor não permita que eu troque as meias e saia com uma verde e uma roxa!"-, é medo de se expressar, descordar, assumir sua própria identidade, medo de amar...
Acreditem existem pessoas que têm medo do amor. Mas estas, provavelmente, amaram demais e sentiram a dor da perda. Ai está um grande perigo. Medo de amar...
A outra cara do medo é a coragem, mas esta precisa ser conquistada.
Por isso que eu digo sortudos são os ousados, os que caem e se levantam, os que não têm medo de ser arriscar.
Penso às vezes que não consegui me levantar, apenas ergui a cabeça. O medo me deixou paralisada, não me permite arriscar, me trás insegurança. Admito ter medo de amar, ter medo do erro, do sofrimento. Mas isto está errado, não se pode nunca deixar de caminhar na vida por medo que não dê certo. Na luta se você mantêm a guarda alta nenhum golpe te atingirá no rosto, mas se manter ela muito alta te atacarão em baixo. Da mesma maneira é na vida. Eu posso manter a minha guarda alta em relação ao amor - ou qualquer outra coisa - para me defender de meus próprios medos, mas se mantê-la alta demais, meus próprios medos se virarão contra mim e me atacarão onde estou descoberta. Existem coisas que não dá para fugir. O amor é uma delas.
O medo paralisa. Mas é preciso superá-lo.
Que o medo não te paralise, paralise você os seus próprios medos.
Viver é um risco, deixar de viver é um risco maior ainda. A vida é curta demais pra ser jogada fora, não permita que o medo te impeça de avançar.Arrisque! É melhor se arrepender de coisas que você fez do que se arrepender de nunca ter feito nada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um mal chamado Inocência

Todo mundo tem suas malícias de vez em quando até aquelas pessoas consideradas bem puras. De certa forma posso dizer que sou, ou talvez eu confunda pureza com inocência que admito ter.
Inocência é uma qualidade que pode te desiludir com as pessoas e com o mundo gerando grandes decepções.
E se isso acontece, dependendo do grau de desilusão, não é possível descrever tamanha dor que marca nossas vidas e nos faz amadurecer de maneira tão brutal. É quebrando a cara que muitas vezes se aprende a viver, mas pra uma pessoa que até então era tão pura e inocente dói demais.
Falo de variadas coisas, desde as mais simples às mais complexas como por exemplo:
a criança que sempre acreditou em papai Noel e um dia descobre que a sociedade capitalista o criou, que ele não existe de verdade. Dependendo de quanta esperança a criança depositava no gordo de vermelho se torna uma bela decepção.
Como é ruim ver as pessoas dizendo "Eu não posso confiar em ninguém nesse mundo!" vai dizer que nunca ouviram isso ou algo semelhante? Onde estão os valores dessa sociedade perdida!? Onde está o amor pelo próximo em meio a tanta falsidade e mentiras? Eu realmente não sei.
O que já pude chamar de qualidade hoje chamo de defeito que é acreditar demais nas pessoas, acreditar demais no meu mundo idealizado e puro, onde as pessoas não mentem, são sinceras com os demais e consigo mesmas, onde as coisas são do meu jeito, da maneira que eu acreditar que é melhor. O problema da inocência é esse, você nunca sabe até onde pode acreditar pois depois da primeira grande decepção, se você for como eu, acaba se fechando, se reservando mais, com medo das pessoas, com medo de amar, se sentindo insegura, desconsolada, sem sonhos, sem razão para nada... Assim que fiquei depois que meu maior sonho foi destruído. Eu já amei. E como amei! Mas essa é uma longa história que um dia eu conto pra vocês... Posso dizer que foi o sentimento mais puro que já vivi e que ao mesmo tempo que esse sentimento me trouxe a maior alegria e me arrebatou para o céu, posso dizer que por excesso dele um dia perdi a vontade de viver. Mas tudo bem já superei! Ou acredito ter superado, porque assim é melhor.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pequenos erros que causam grandes desastres!

Bom não sei bem porque eu estou fazendo um blog, pra falar a verdade nem sei ao certo o que se passa na minha cabeça mas de um dia pro outro me deu uma súbita vontade de relatar a minha vida, mesmo que não seja pra ninguém, apenas pra colocar no papel - ou em qualquer outro lugar - as coisas simples e complexas que se resumem em quem eu sou...

Cara eu to ferrada esse ano! Vou estudar como nunca estudei na minha vida, terceiro ano do ensino médio sabe como que é né? E agora eu vou pra uma escola muito mais puxada de horário integral. Não sei direito o que pretendo fazer mas quero passar no vestibular de primeira. Posso contar um segredo? Eu tenho muito medo do futuro porque eu sei que as vezes pequenos erros causam grandes desastres!

E eu sei bem disso! Uma vez eu fui fazer um mingau de manhã - sabe quando você está com aquela vontade de comer um mingau? Então, lá fui eu amarradona fazer o meu mingau - e meu nariz estava entupido (tenho mania de cheirar leite sempre antes de beber, já repararam que ele parece que está sempre estragado?) mas como ele nunca está estragado por que estaria dessa vez? Fiz uma panelona, na hora que enchi a colher com aquele desejo, a barriga roncando, a boca cheia d'água, o mingau quase chegando à boca pronto pra ser degustado, ouço a voz do meu irmão "Que cheiro de queijo é esse?" Glurg! Tarde demais o mingau já estava na minha boca! Em um segundo todo o meu desejo de degustar o mingau havia se transformado em uma ânsia de vômito! Sim o meu pequeno erro de não dar continuidade às minhas paranóias de cheirar leite - ou pedir pra alguém cheirar pra mim, já que eu estava incapacitada - causou um grande desastre!

Moral da história: Cheire sempre o leite antes de usá-lo ele pode estar estragado! Ah e se estiver com cheiro de estragado não tem problema, é o cheiro natural dele ;D

Tá tá tá essa moral foi péssima!

Mas a moral vocês entenderam, mesmo que não tenham percebido o ser humano é tão incrível que o que parece imperceptível é captado por nosso subconsciente!